Acredito que a liberdade seja algo imprescindível para uma vida humana. A possibilidade de ir e vir, extraindo de cada pequeno momento de liberdade o prazer que nos revigora e faz-nos sentir vivos, é o que nos permite acentuar o gosto pela vida.
Simplesmente poder caminhar pela praia ou bosque, ir ao cinema, teatro, encontrar amigos numa cafeteria, enfim, fazer coisas tão simples e prazerosas quando sentimos vontade, é uma forma de exercermos nossa liberdade.
A simplicidade dessas coisas, porém, para algumas pessoas está apenas na aparência, pois tem sido comum encontrar situações em que a liberdade está em risco. As prazerosas e mais simples atividades individuais ficam condicionadas a uma anuência quase tirânica. Vemos isso acontecer com conhecidos, amigos, parentes e, em maior ou menor grau, com nós mesmos. Normalmente ocorre quando a desconfiança, tal como semente daninha, surge no relacionamento e aos poucos rouba o lugar do respeito, carinho e amor.
Existem muitos casos distintos: alguns são brandos; outros, imperceptíveis; nos mais graves, à medida que a subserviência ganha força e cede-se ao medo diante de ameaças, vigilância suíça e inúmeras investidas contra a privacidade, perde-se o desejo por tudo aquilo que dá prazer. Em pouco tempo, o único desejo é o de se obter uma paz cujo preço é a liberdade.
Há vários casos em que as pessoas são ameaçadas, até fisicamente, para que não vivam suas vidas por si mesmas, mas a vivam, antes, em conformidade com o desejo egoísta do outro. Cerceados da individualidade, tornam-se subservientes acreditando que tal estado de entrega pode ser também sinal de amor. Um terrível equívoco.
O que cada ser humano precisa é exercer sua liberdade, buscar prazer nas pequenas coisas que tanto lhe agradam, sem estar à sombra do medo. Todos têm o direito de ir e vir sem estar sob constante vigilância e ameaças. Parece óbvio o que estou comentando, mas, é triste constatar que essa obviedade não é praticada por muitas pessoas.
Àqueles que agem como verdadeiros “terroristas pessoais”, invadindo a privacidade, cerceando, ameaçando, minando a vontade de viver de seus “cativos”, o que eu poderia dizer? Roubar a vida de alguém, coibindo-lhe seus prazeres, é um incontestável sinal de que a confiança se perdeu há muito tempo, a segurança em si mesmo já não existe e, certamente, o encarceramento sem paredes a que submete a infeliz alma que diz amar, não condiz com o que é verdadeiro no amor.
Libertem-se!
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Alcance
As aparências normalmente direcionam nosso comportamento, ou melhor, nossas reações diretas, sejam elas de forma atrativa, indiferente ou até mesmo repulsiva. Não é difícil imaginar aquilo que mais nos agrada, bastando, para isso, fecharmos os olhos e visualizarmos o objeto, lugar ou pessoa.
Muitos já ouviram frases como: os olhos enganam; as aparências enganam. Será que teriam fundamento? Quando penso numa cafeteria, imediatamente a imagem de um ambiente acolhedor, delicado, com luz amarela e o delicioso aroma do café, materializa-se em minha mente. Adoro!
E, simples assim, ao passar diante de um lugar desorganizado, com mobília precária e “evidente” mau gosto para harmonizar um ambiente, na mesma hora dou as costas e sigo meu caminho em busca do pequeno paraíso que tanto me agrada. Mas, será que nada importante ficou para trás? Não terei desperdiçado a oportunidade de vivenciar algo profundo, pura e simplesmente por conta de minha rigidez material?
Antoine de Saint-Exupéry citou: “O essencial é invisível aos olhos”, e, ao menos no que diz respeito às pessoas, tenho certeza disso!
Admirar características físicas, sonhar com deuses e deusas gregas e suspirar por músculos ou formas curvilíneas têm sido assunto cada vez mais comum nas rodas de conversa; amplamente explorados nas histórias literárias, novelas e cinema, mas, e o essencial? Onde há espaço para refletirmos sobre o que é realmente essencial em um companheiro ou companheira que, ao menos em tese, desejaríamos ter ao nosso lado pelo resto de nossas vidas?
O essencial é encontrado quando o que nos toca, está além do contato físico, da beleza emoldurada em ouro, do portentoso espécime que desejaríamos exibir como nossa propriedade... Está além da aparência física, intrinsecamente vivo num sentir que vem dentro, e não de fora.
Esse toque, esse alcance, vem do olhar que nos desnuda a alma; está presente no inconfundível aroma que exala, único, envolvente e arrebatador, d’uma aura que nos absorve; está no audível som do coração pulsante que sentimos bater por nós; encontra-se na beleza de um enlace que dispensa aparências.
Muitos já ouviram frases como: os olhos enganam; as aparências enganam. Será que teriam fundamento? Quando penso numa cafeteria, imediatamente a imagem de um ambiente acolhedor, delicado, com luz amarela e o delicioso aroma do café, materializa-se em minha mente. Adoro!
E, simples assim, ao passar diante de um lugar desorganizado, com mobília precária e “evidente” mau gosto para harmonizar um ambiente, na mesma hora dou as costas e sigo meu caminho em busca do pequeno paraíso que tanto me agrada. Mas, será que nada importante ficou para trás? Não terei desperdiçado a oportunidade de vivenciar algo profundo, pura e simplesmente por conta de minha rigidez material?
Antoine de Saint-Exupéry citou: “O essencial é invisível aos olhos”, e, ao menos no que diz respeito às pessoas, tenho certeza disso!
Admirar características físicas, sonhar com deuses e deusas gregas e suspirar por músculos ou formas curvilíneas têm sido assunto cada vez mais comum nas rodas de conversa; amplamente explorados nas histórias literárias, novelas e cinema, mas, e o essencial? Onde há espaço para refletirmos sobre o que é realmente essencial em um companheiro ou companheira que, ao menos em tese, desejaríamos ter ao nosso lado pelo resto de nossas vidas?
O essencial é encontrado quando o que nos toca, está além do contato físico, da beleza emoldurada em ouro, do portentoso espécime que desejaríamos exibir como nossa propriedade... Está além da aparência física, intrinsecamente vivo num sentir que vem dentro, e não de fora.
Esse toque, esse alcance, vem do olhar que nos desnuda a alma; está presente no inconfundível aroma que exala, único, envolvente e arrebatador, d’uma aura que nos absorve; está no audível som do coração pulsante que sentimos bater por nós; encontra-se na beleza de um enlace que dispensa aparências.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Coração de ambrosia
O amor pode ser manifestado de muitas formas entre duas pessoas entrelaçadas pelo coração, e, cada um, tem o seu próprio caminho para manifestar o que sente por seu companheiro.
Existem algumas palavras que normalmente são usadas para expressar o sentimento mais sublime que existe no seio da humanidade: adorar, amar, apaixonar, gostar, enfim, todas elas, ditas em momentos de afetuosidade. Mas quando este sentimento é a realização de um amor tão profundo e marcante, gosto de imaginar que: amamos apaixonadamente.
Amor apaixonado, a combinação perfeita para expressar e dar sentido ao amor para a vida inteira. Amar apaixonadamente é amar para sempre, é amar com todos os elementos que constituem sua própria existência, é amar com o corpo, a mente, o coração e a alma.
Amar apaixonadamente...
É sentir na pele e em cada pedacinho do ser a presença constante do outro dentro de si, estimulando e aguçando todos os sentidos e voltando-os incontrolavelmente para o amor que nos arrebata.
É conhecer o sentido de alegria esfuziante, porque não cabemos dentro de nós mesmos de tanta felicidade a cada vez que seguramos de forma delicada aquele rostinho que nos é angelical, sentindo-lhe a textura da pele e o calor daquela vida que nos alimenta a alma, e dizemos: amo você apaixonadamente!
É descobrir que de toda a matéria criada, transformada e existente no universo, a pessoa diante de nós é toda a riqueza que realmente nos importa até o fim de nossa vida e além.
É sentir-se capaz de entregar a própria vida, de forma incondicional, pela felicidade daquele a quem amamos, porque se não houver felicidade nos olhos da pessoa amada, simplesmente nossa existência não faz sentido.
É fazer de cada pequeno momento da vida de nosso par, uma oportunidade para enorme demonstração de amor, do amanhecer ao anoitecer, sendo interminavelmente atencioso, dedicado, gentil e carinhoso.
É simplesmente chorar quando na solidão a lembrança nos vem devastadora dentro do peito, confirmando em lágrimas de saudade que um pedaço de nossa alma já não está mais sob nosso controle e ficou alojada na alma de quem amamos.
É ser tão plenamente doce para quem amamos a ponto de dar ao nosso coração o sabor de ambrosia, permitindo que nossa alma-gêmea sinta-se imortal a cada vez que nele vem sorver amor.
Amar apaixonadamente é saber que apenas a eternidade não é capaz de abrigar tanto sentimento por quem nos dá o sentido de viver.
Existem algumas palavras que normalmente são usadas para expressar o sentimento mais sublime que existe no seio da humanidade: adorar, amar, apaixonar, gostar, enfim, todas elas, ditas em momentos de afetuosidade. Mas quando este sentimento é a realização de um amor tão profundo e marcante, gosto de imaginar que: amamos apaixonadamente.
Amor apaixonado, a combinação perfeita para expressar e dar sentido ao amor para a vida inteira. Amar apaixonadamente é amar para sempre, é amar com todos os elementos que constituem sua própria existência, é amar com o corpo, a mente, o coração e a alma.
Amar apaixonadamente...
É sentir na pele e em cada pedacinho do ser a presença constante do outro dentro de si, estimulando e aguçando todos os sentidos e voltando-os incontrolavelmente para o amor que nos arrebata.
É conhecer o sentido de alegria esfuziante, porque não cabemos dentro de nós mesmos de tanta felicidade a cada vez que seguramos de forma delicada aquele rostinho que nos é angelical, sentindo-lhe a textura da pele e o calor daquela vida que nos alimenta a alma, e dizemos: amo você apaixonadamente!
É descobrir que de toda a matéria criada, transformada e existente no universo, a pessoa diante de nós é toda a riqueza que realmente nos importa até o fim de nossa vida e além.
É sentir-se capaz de entregar a própria vida, de forma incondicional, pela felicidade daquele a quem amamos, porque se não houver felicidade nos olhos da pessoa amada, simplesmente nossa existência não faz sentido.
É fazer de cada pequeno momento da vida de nosso par, uma oportunidade para enorme demonstração de amor, do amanhecer ao anoitecer, sendo interminavelmente atencioso, dedicado, gentil e carinhoso.
É simplesmente chorar quando na solidão a lembrança nos vem devastadora dentro do peito, confirmando em lágrimas de saudade que um pedaço de nossa alma já não está mais sob nosso controle e ficou alojada na alma de quem amamos.
É ser tão plenamente doce para quem amamos a ponto de dar ao nosso coração o sabor de ambrosia, permitindo que nossa alma-gêmea sinta-se imortal a cada vez que nele vem sorver amor.
Amar apaixonadamente é saber que apenas a eternidade não é capaz de abrigar tanto sentimento por quem nos dá o sentido de viver.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O que pesa na alma
Nossas intenções e atitudes determinam muito do que teremos em retorno para nossas vidas nos anos vindouros, preparam, sem dúvida alguma, a disposição com que veremos o mundo e o sentiremos a partir dos resultados que proporcionamos hoje. Afinal, obviamente, a culpa que cada um carrega em si nada mais é do que o resultado de atitudes anteriores.
Não se trata de trocadilho com a notória frase: aqui se faz, aqui se paga, no teor divino da mesma, absolutamente, trata-se, aqui, dos tormentos que sentimos quando essas intenções e atitudes perdem-se de nossa essência e emergem do desejo de mascarar realidades, ocultar verdades e transfigurar a si mesmo pela falsa promessa de passar (ou proporcionar) dias melhores.
Dias melhores, assim, não passam de falácia. É como comprar paz nas mãos de um demônio, pois não tarda a descobrir que tais dias melhores servem apenas para pavimentar o caminho que inevitavelmente levará à dor. Dificilmente as pessoas de bem seriam capazes de suportar o peso que teriam de carregar.
A culpa, ou culpas, de ter traído a si mesmo pesa bastante...
Essas culpas, enfim, por tudo o que fizemos de errado no passado, pelas atitudes incoerentes com nosso verdadeiro ser, germinam em cada recôndito de nossa alma como pragas que nos destroem dia após dia, noite insone após noite insone, e fazem-nos definhar como ser humano.
Nem toda culpa é passível de, ou mesmo merece, absolvição.
O que desejamos ter em nosso futuro? Nosso presente está em consonância com nossa essência? Estamos realmente vivendo a vida de forma plena, limpa e transparente? Poderemos nos absolver das culpas que estamos cultivando agora mesmo com tanto empenho?
Perguntas difíceis... Todos nós, porém, conhecemos suas respostas.
Não se trata de trocadilho com a notória frase: aqui se faz, aqui se paga, no teor divino da mesma, absolutamente, trata-se, aqui, dos tormentos que sentimos quando essas intenções e atitudes perdem-se de nossa essência e emergem do desejo de mascarar realidades, ocultar verdades e transfigurar a si mesmo pela falsa promessa de passar (ou proporcionar) dias melhores.
Dias melhores, assim, não passam de falácia. É como comprar paz nas mãos de um demônio, pois não tarda a descobrir que tais dias melhores servem apenas para pavimentar o caminho que inevitavelmente levará à dor. Dificilmente as pessoas de bem seriam capazes de suportar o peso que teriam de carregar.
A culpa, ou culpas, de ter traído a si mesmo pesa bastante...
Essas culpas, enfim, por tudo o que fizemos de errado no passado, pelas atitudes incoerentes com nosso verdadeiro ser, germinam em cada recôndito de nossa alma como pragas que nos destroem dia após dia, noite insone após noite insone, e fazem-nos definhar como ser humano.
Nem toda culpa é passível de, ou mesmo merece, absolvição.
O que desejamos ter em nosso futuro? Nosso presente está em consonância com nossa essência? Estamos realmente vivendo a vida de forma plena, limpa e transparente? Poderemos nos absolver das culpas que estamos cultivando agora mesmo com tanto empenho?
Perguntas difíceis... Todos nós, porém, conhecemos suas respostas.
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