terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Horizontes em São Paulo

Estive em São Paulo no último final de semana para fechar o ciclo de eventos que marcaram o lançamento de Horizontes – Revelações, e desta vez o local escolhido foi o Bardo Batata, uma aconchegante casa de gastronomia e cultura onde fizemos um bate-papo literário informal sobre o projeto Horizontes.

Preciso destacar o excepcional apoio que recebi da minha queridíssima amiga Adriana Cabral, que foi a pessoa que ficou responsável pela reserva e organização do encontro, o que foi feito com todo carinho e muita dedicação.




Apresentei os booktralers e a música tema que a cantora e compositora Vivian Ruano criou para Horizontes – Revelações, e assim a noite transcorreu, entre um vídeo e outro, música, batatas suíças inacreditavelmente gostosas e muita conversa.

A noite foi muito agradável, foi marcante, não apenas pelo lugar maravilhoso que é o Bardo Batata, onde fui muito bem recebido pela dona da casa, Valéria Telles, mas principalmente pelas novas amizades que tive a oportunidade de fazer. Com toda certeza foi outra noite para guardar por muitos e muitos anos.




O sorteio do livro com uma camiseta exclusiva trazendo como estampa a capa de “Horizontes – Revelações” foi realizado da forma que costumo chamar de “sorteio com emoção”, em que os sorteados na verdade são eliminados um a um até sobrar o último nome do grupo, que é o vencedor. E na noite do Bardo Batata a grande vencedora foi minha nova amiga Alessandra.



No dia seguinte, fui ao Parque do Ibirapuera participar do encontro dos SkoobersSP, e foi muito gratificante estar entre tantos novos amigos, viver um pouco a energia da confraternização de final de ano deles que, por sinal, foi com um picnic bem farto e muito animado. De quebra, ainda tive a enorme satisfação de conhecer o Adriano Siqueira, um autor de ficção e terror muito querido pelos leitores que também marcou presença no encontro dos skoobers com sua incrível aura de energia positiva.



Por alguma razão que escapa ao meu entendimento, fiz uma enorme confusão de datas e, na noite de sábado, fui até a Starbucks para prestigiar o lançamento do livro: “Entre o amor e a amizade”, da autora Bianca Briones. Queria muito comprar seu livro no lançamento, pois li a sinopse antes de viajar e fiquei encantado com a proposta da história.

Também levei um exemplar de “Horizontes – Revelações” autografado para dar a ela de presente, no entanto, apesar de toda minha boa vontade, cheguei bastante atrasado ao evento e não consegui prestigiar a autora, comprar meu livro e dar o presente que levei.




Tudo bem, eu sabia que estava atrasado, o lançamento tinha hora de início prevista para 19h, chovia muito e cheguei por volta das 20h40... E, então... Vocês não fazem ideia da minha frustração quando a atendente disse: “Ah, o lançamento do livro Entre o amor e a amizade foi ontem à noite.” Enfim, o atraso foi só de 25 horas e 40 minutos...

Apesar deste triste contratempo, como já estávamos no Starbucks Coffee, aproveitei para beber um Menta Mocca Frapuccino com minha querida assessora literária, Monique Calian, e curtir o início de minha última noite em São Paulo.




Gostei demais de ter realizado o bate-papo literário no Bardo Batata e de conhecer tantas pessoas legais em tão pouco tempo. Domingo, chegando ao Rio, trouxe comigo uma certeza: preciso voltar a São Paulo!

Saudações literárias!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lançamento de Horizontes – Revelações, Saraiva

No dia 29/11 deste ano que está quase encerrando, recebi amigos e parentes no segundo dia de lançamento programado para Horizontes – Revelações, e não poderia ter escolhido lugar mais especial para fechar o ciclo de lançamento: a bela loja Saraiva MegaStore do New York City Center.

Gostei bastante do apoio e carinho com que fui tratado pelo pessoal da Saraiva, e foi gratificante ver como tudo estava preparado e muito bem organizado quando cheguei à loja alguns minutos antes de o lançamento ser oficialmente anunciado.


Como de costume, recebi meus convidados brindando com espumante o lançamento de mais um livro. Deve ter sido um paraíso para quem chegava do calor carioca que estava fazendo naquela segunda-feira, entrar na Saraiva perfeitamente climatizada e receber uma taça de espumante na temperatura ideal.



Tive a alegria de contar com a presença de pessoas queridas no meio literário, como Claudio Schamis da Viciados em Livros, o designer L. Bandeira, ilustrador de vários livros da feb e o amigo Felipe Santos, autor da obra O preço da imortalidade, publicado recentemente pela Novo Século.


Os skoobers também marcaram presença no evento, e tive a oportunidade de conhecer pessoalmente alguns amigos literários que antes eram apenas avatares e agora se tornaram parte do meu círculo de amizade fora do mundo virtual.


A noite foi tranquila e agradável, e agora que o livro está mais que lançado aqui no Rio de Janeiro, chegou o momento de encontrar meus amigos de São Paulo para um bate-papo literário sobre o projeto Horizontes. Com o apoio da Silociano estarei ao lado da Monique Calian e de minha queridíssima amiga Adriana Cabral, que é quem está me ajudando bastante na organização e coordenação do encontro que ocorrerá no Bardo Batata dia 10/12/2010.

São Paulo... Já estou chegando!

Saudações literárias!

sábado, 27 de novembro de 2010

Lançamento de Horizontes – Revelações, Dia 1

O dia 25 de novembro deste ano marcou o primeiro dia de lançamento do meu novo livro, Horizontes – Revelações, no aconchegante e charmoso espaço de eventos da Livraria do Café, bem no centro do Rio de Janeiro.

As pessoas ficaram maravilhadas com o local que, sem a menor dúvida, não poderia ter sido melhor. Desde a decoração ao suporte oferecido pela casa, passando, inclusive, pela disponibilidade de ótimos equipamentos eletrônicos, como o DVD e uma enorme televisão de LCD, que usei durante todo tempo com exclusividade.


Com início antecipado para 17h, tive a alegria de compartilhar com vários amigos um momento tão esperado e especial, brindando com um delicioso espumante durante o serviço de bufê, o início da saga de Ana Clara, uma personagem que construí com tanto carinho e sensibilidade. Foram ao todo quatro horas de evento, entre idas e vindas de amigos, fãs e novos amigos, tivemos muitos brindes, petiscos e, claro, autógrafos.


Os convidados ficaram surpresos com a organização do evento, que contou com a exibição de dois booktrailers preparados para a campanha de divulgação, sendo um deles inédito, e já com a música “Minhas Premonições”, cuja composição pertence à cantora paulista Vivian Ruano, que foi especialmente produzida para ser a música tema da história de Horizontes – Revelações.


Fiquei surpreso de reencontrar pessoas muito queridas que estiveram ao meu lado na Bienal do Livro Rio de 2007; adorei rever alguns amigos do Skoob; fiquei muito feliz de contar com a presença de minha querida assessora literária, Monique Calian, e também com a presença do Vinícius de Souza, do selo editorial Alcantis.


No final, já depois das 20h, ainda tive a oportunidade de tirar uma foto ao lado da minha querida amiga Janda Montenegro, autora da tocante obra literária “Antes do 174”; e fechamos com uma bela foto, tendo ao fundo, o reformado Theatro Municipal do Rio de Janeiro.


Agradeço o carinho de todos que brindaram comigo mais uma noite mágica e inesquecível para minha vida. Que venha o dia 29, para novos brindes com espumante na Saraiva MegaStore do New York City Center!

Saudações literárias!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Um café da manhã diferente

Com o apoio do selo de vendas on line Silociano, e em parceria com o selo editorial Alcantis, no dia 6 de novembro eu tive a satisfação de apresentar o projeto literário Horizontes para um selecionado grupo de pessoas que atuam no meio literário, como Viviane Lordello do skoob, Cláudio Schamis do selo Viciados em Livros, Vinícius de Souza da Alcantis e a autora Nana B. Poetisa. O evento também marcou o iníćio da campanha de divulgação do livro Horizontes – Revelações, que será oficialmente lançado no final deste mês.

A manhã chuvosa proporcionou um clima ainda mais aconchegante, complementado pelo maravilhoso serviço de café da manhã da equipe do Vanilla Caffè do Recreio Shopping. O capuccino com raspas de chocolate estava especialmente saboroso.


Enquanto as pessoas saboreavam o café da manhã, a imagem na televisão exibia uma pequena vinheta sobre o projeto Horizontes, criando um clima de expectativa sobre o que seria apresentado; até aquele momento, segredo absoluto, pois nem mesmo a Monique Calian, minha assessora literária e responsável pela Silociano, sabia o que estava por vir quanto aos vídeos.

Após o café, foi exibido o booktrailer de Horizontes – Revelações, seguido da vídeo-entrevista que preparei para esclarecer alguns pontos sobre o projeto Horizontes e alguns detalhes sobre o primeiro livro da trilogia. Depois falei um pouco sobre o planejamento da campanha de divulgação e a estrutura que a suportará, finalizando com a apresentação do hotsite criado para Horizontes.


A pedidos, enquanto posava para algumas fotos ao lado dos convidados, e conversava sobre o projeto e o livro, o booktrailer, aprovadíssimo pelos presentes no evento, foi exibido outras duas vezes.

Nos momentos finais, cada um recebeu um kit especialmente preparado e oferecido pela Alcantis e Silociano, contendo um exemplar de Horizontes – Revelações em primeira mão, com marcador de páginas no tema da capa do próprio livro, o release de imprensa, um DVD com o booktrailer e a vídeo-entrevista, e um delicioso mousse de chocolate.


O evento estava tão agradável, o clima estava tão aconchegante, que ninguém queria deixar o Vanilla Caffè, e acabamos estendendo um pouco o tempo para que eu pudesse autografar os exemplares distribuídos. Esse café da manhã ficará na memória por muito tempo.


Quero deixar registrada aqui a minha gratidão a todas as pessoas que tornaram esse café da manhã um momento mágico. Agradeço a toda a equipe do Vanilla Caffè do Recreio Shopping, especialmente ao Luiz e a Daniela pelo apoio e seriedade com que me atenderam desde o inicio; agradeço a minha assessora literária por todas as dicas e orientações, sem as quais eu teria me perdido várias vezes e vagado por caminhos incertos; agradeço de todo o meu coração ao meu grande amigo, um verdadeiro irmão de alma, Marcos Dias, por todo o carinho e dedicação que teve para que os vídeos fossem produzidos e ficassem prontos no prazo; e agradeço a todos que puderam compartilhar esse momento comigo.

Saudações literárias,
Laaf

Conheçam o hotsite de Horizontes clicando aqui

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Agradecimento

Este post é para agradecer a todos vocês, meus queridos leitores e amigos, que doam um pouco do próprio tempo para acompanhar os textos que publico em meus blogues, tanto este aqui quanto o Sussurros da Alma, que foi na verdade o primeiro a ser criado por incentivo de uma grande amiga.

Não haveria nenhuma razão para eu escrever se não fosse por vocês, afinal, a essência de passar para o papel (ou arquivo digital) tantos sentimentos e tantas impressões sobre a humanidade, com seus variados e intensos inter-relacionamentos, consiste em meu desejo de compartilhar, de uma forma que os alcance, o exercício de viver.

Quando escrevo uma passagem para os meus romances, um conto, ou uma crônica, a minha primeira preocupação é com a melhor forma que eu posso sensibilizá-la para levar a vocês o real sentimento que desejo compartilhar. Claro que também me preocupo com a qualidade da estrutura do texto, do próprio texto em si, no que toca à língua portuguesa, e também com o estilo narrativo mais adequado a cada mensagem, mas, para mim, de nada vale um texto elegante, requintado ou muito pomposo se ele não é capaz de tocar ao menos alguns leitores.

Este é todo o significado que consigo encontrar para escrever: tocar o leitor.

Admito que fico verdadeiramente maravilhado por notar que muitos de vocês acompanham a literatura que procuro lhes proporcionar, dentro das minhas limitações e em meu constante processo de aprendizado e aprimoramento, com todo o meu carinho e dedicação. Fico mesmo; maravilhado, contente, recompensado na alma.

Por isso, meus queridos leitores, quero deixar registrado aqui o meu muito obrigado a vocês; obrigado aos que apenas leem silenciosamente, aos que leem, comentam e compartilham suas impressões; obrigado a todos que estão perto, e também àqueles que estão bem longe, fico imensamente grato pelas visitas de tantos lugares distintos aqui no país e de tantos outros países, até de outros continentes, registrados pelo Sitemeter; um obrigado especial a vocë, leitor(a) de Frisco, no Texas, que está sempre visitando o blogue, e a vocês, amigos lusos, de Carnaxide e Lisboa, em Portugal.

Obrigado a todos!
Laaf


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Registrando a obra literária

Recentemente eu publiquei aqui no blogue um texto acerca do ISBN, mais precisamente, sobre como os autores independentes podem requerer números de ISBN, com seus respectivos códigos de barra, para suas obras sem a necessidade de uma editora.

Agora, neste novo texto, desejo compartilhar algumas informações sobre o registro de originais. Para alguns autores, sobretudo os iniciantes, tal atividade ainda é um mistério, mas tenho a pretensão de mostrar como é simples requerer o registro de uma obra literária, embora seja um pouco trabalhoso.

O registro do original deve ser realizado junto ao Escritório de Direitos Autorais (EDA) da Fundação Biblioteca Nacional, mas isso pode ser feito pelo correio. O custo para o registro de uma obra literária, seja ela uma poesia, um conto ou romance longo, é de R$ 20,00 para pessoas físicas, e deve ser pago com uma GRU (Guia de Recolhimento da União) no Banco do Brasil.

Vamos ver o que é necessário para requerer o registro de uma obra inédita:

Bom, uma vez que a obra esteja pronta (não necessariamente revisada), basta imprimir uma cópia paginada, com folha de rosto, encaderná-la (pode ser com espiral, estilo apostila), e depois rubricar todas as suas páginas, sendo que na última página deve constar a assinatura do autor conforme está em sua cédula de identidade.

Com a obra impressa, conhecendo-se seu exato número de páginas, o segundo passo é preencher o requerimento do registro, que pode ser baixado do site da Biblioteca Nacional em duas versões: uma em PDF, contendo o modelo de preenchimento, e outra em MS Word, com os campos vazios, para que o requerente possa preencher com seus dados pessoais e os dados de sua obra literária.

Depois de preencher o requerimento de registro, o autor deverá preencher também a GRU que será paga no Banco do Brasil. Os dados para o correto preenchimento da GRU são os seguintes:

- Nome do contribuinte
- CPF do contribuinte
- UG: 344042
- Gestão: 34209
- Recolhimento Código: 28830-6
- Valor do recolhimento, no caso, R$ 20,00

Após realizar o pagamento da GRU no Banco do Brasil, e estiver com o requerimento devidamente preenchido conforme o modelo (impresso e assinado), o autor requerente deve juntar todo o material dentro de uma pasta polionda e enviá-la para o Escritório de Direitos Autorais.

Conferindo a lista do material a ser enviado ao EDA:

- Obra literária impressa, rubricada em todas as páginas e assinada na última página;
- Comprovante original do pagamento da GRU;
- Requerimento de registro devidamente preenchido e assinado;
- Fotocópias do RG, CPF e comprovante de residência do autor.

Obs. 1: Caso o autor seja menor de idade, será preciso enviar também fotocópias da documentação do responsável pelo menor (as informações do responsável também deverão constar no requerimento do registro).

Obs. 2: Para obras já publicadas, é necessário o envio de 2 exemplares da obra.

Endereço do EDA:
Rio de Janeiro - RJ (SEDE)
Escritório de Direitos Autorais
Rua da Imprensa, 16/12º andar - sala 1205
Castelo - Rio de Janeiro - 20030-120

Atenção:
Este texto tem somente o objetivo de expor o que é necessário para se realizar o registro de uma obra literária, desmistificando as possíveis dificuldades imaginadas pelos novos autores. No entanto, para obter informações detalhadas sobre o registro de original, bem como acessar os formulários de requerimento mais atualizados, sugiro que acessem o site da Fundação Biblioteca Nacional clicando no link a seguir:

Saudações literárias!
Roberto Laaf

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Anseio

Algo para começar...

Dê-me uma pena
e escreverei um romance;
dê-me um romance
e sonharei com um profundo amor;
dê-me este amor
e vivê-lo-ei eternamente.

Roberto Laaf

domingo, 15 de agosto de 2010

Ensaios para Sean Cotter

Protagonista de um dos projetos literários que estou desenvolvendo, intitulado “Confissões de um sedutor apaixonado”, o irlandês Sean Cotter será ponto de discórdia entre muitos leitores. Embora suas características predominantes sejam a sedução e a volubilidade, Cotter também é capaz de demonstrar uma sensibilidade apaixonante, grande a ponto de cativar boa parte dos leitores.

Os relatos de suas conquistas, no entanto, deixarão a todos perplexos diante de sua limitação para envolver-se profundamente com as mulheres que conquista, o que acaba obrigando-o a transformar um sentimento intenso em indiferença com a facilidade que alguém teria para estalar os dedos. A dúvida quanto a esta limitação ser fato ou apenas subterfúgio para mergulhar em novas aventuras amorosas, é o que alimentará com mais força os questionamentos de cada um.

O romance tem como elemento de tensão o motivo pelo qual Sean Cotter é levado a um cativeiro para confessar, sob tortura, a responsabilidade pelo suicídio de sua noiva, momentos depois de ele ter rompido seu compromisso de noivado. As situações vivenciadas por Cotter são reveladas aos poucos a seus algozes, irmãos da suicida, o que acaba trazendo inesperadas consequências à medida que as opiniões começam a divergir sobre o caráter do irlandês e seus relatos apaixonados.

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Muitas vezes, enquanto estou trabalhando em meus projetos, mantenho a mente aberta a tudo o que ocorre ao meu redor, selecionando situações e vivências alheias para possíveis adaptações em meus trabalhos; outras tantas vezes, porém, concentro-me em certos trechos da história e começo a imaginar como estes devem ser elaborados, desde o cenário mais adequado a cada passagem até os diálogos e o comportamento dos personagens envolvidos. Quando isto ocorre, eu preciso registrar todas as propostas imaginadas para que nada seja esquecido, e, então, vou criando os “ensaios” para a obra.

Os trechos ou frases que chamo de ensaios nada mais são do que inspiração bruta, nacos de carvão que ainda precisam ser polidos até que sejam transformados em pequenos diamantes. Em geral estes ensaios são posteriormente revisados e modificados por mim, e, depois de devidamente incorporados ao conjunto da obra, passam também pelo rigoroso crivo da minha revisora, copidesque e revisão de prova final.

Vou compartilhar alguns dos ensaios, já divulgados em meu mural no Skoob, referentes a diálogos de Sean Cotter durante seu tempo de cativeiro:

“Inveja... Jamais imaginei que seria capaz de ter este sentimento, mas sou obrigado a admitir que entre todas as coisas que mais desejo, o dom de incendiar de paixão um coração com a mesma intensidade com que o meu foi incendiado é a única que me pesa na alma não possuir.”

“É triste quando alguém deixa de ser amado pela pessoa que levou seu coração, mas eu lhe garanto, é ainda mais triste quando descobrimos não ter outro coração para perder durante a vida que nos resta.”

“A vida é uma festa onde só deveriam servir o vinho chamado amor; sinto-me assim: um jarro do vinho mais suave, espatifando-se no chão sem ter sido provado, bem antes de a festa ter-se acabado.”

“Não importa o tamanho das muralhas que imagina ter erguido em seu coração, não importa o quanto acredita estar imune ao capricho da paixão, e nem mesmo importa a quantidade de sofrimento com que o amor, um dia, lhe dilacerou a alma, porque enquanto sua vida não for tomada, será possível encontrar o portador da centelha necessária para incendiar e transformar em cinzas todas as barreiras que sonha lhe proteger.”

Previsão de conclusão desta obra, como já foi mencionado em outro post: final de 2011.

Saudações literárias!
Laaf

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A hora do labor

Escrever é uma atividade maravilhosa que eu normalmente não consigo realizar com a tranquilidade e o conforto desejados, e, preciso dizer, se eu fosse realmente esperar por isso, não teria produzido nem mesmo 1/5 de tudo o que já escrevi até hoje.

A hora que eu paro para escrever, claro, respeitando as limitações impostas por compromissos pessoais e profissionais que requerem a devida atenção, é qualquer hora do dia ou da noite, faça sol, chuva, frio ou calor, com ou sem inspiração, e independentemente do lugar em que estou.

O livro “Demetrius – Um coração grego”, por exemplo, teve grande parte de seu conteúdo escrito, num primeiro momento, em um PDA. Não importava onde eu estivesse, quando as ideias começavam a fervilhar, eu pegava o aparelho e começava a escrever nele sem parar; podia estar em uma condução, no shopping, na hora do almoço, enfim, era tudo registrado ali para depois ser aprimorado e revisado no computador.

Outro recurso a que tenho recorrido é o gravador de voz, item importantíssimo que anda sempre comigo para que eu possa registrar detalhes que me vêm à cabeça ao longo do dia. Quando estou em algum local público, muito movimentado, dou um jeito de encontrar um canto mais sossegado para fazer minha anotação de voz.

Particularmente, prefiro usar o PDA, porque depois a transferência das ideias já em texto é uma grande mão na roda. Não obstante, sinto-me mais confortável mantendo o gravador sempre por perto.

Justiça seja feita, o gravador de voz vem sendo mais usado em minhas raríssimas caminhadas pela praia: caminhar, pensar, refletir e gravar. É, na praia o PDA não tem vez... Hoje em dia eu já tenho tantas anotações de voz que suspeito não ser capaz de trabalhar em tudo o que já armazenei, enfim...

Infelizmente é assim que funciona, pelo menos comigo, não posso me dar o luxo de pensar no que irei escrever e simplesmente deixar para depois, principalmente porque “penso” para vários projetos que estão em andamento ao mesmo tempo, como já foi mencionado recentemente em outro post aqui no blogue, e, além dos livros, penso também nos textos para os outros blogues, criação de contos, prosas poéticas, poesias, algumas crônicas sobre o comportamento humano no quotidiano, e tantas outras coisas ligadas à literatura.

Semana passada minha criatividade estava bastante acentuada, e sempre que estou assim, a melhor hora para escrever, deixar-me levar pelos convidativos braços da Inspiração, é quando estou deitado sem conseguir dormir por causa do incessante bombardeio de ideias na cabeça.

Estava precisando compor uma nova poesia, para um concurso, e há tempos desejava elaborar um soneto, então, enquanto a cabeça fervilhava de ideias numa incessante busca de sinônimos e versos para construir as sílabas poéticas necessárias, levantei-me a uma da manhã e desci até a sala com o notebook para trabalhar nas “fundações” do soneto. Levou dois dias para ficar concluído, e posso dizer que todo o trabalho valeu à pena.

Outros exemplos de textos produzidos durante a madrugada, foram os recentes “A Brisa e o Dente-de-leão” e “Até que a morte separe”, ambos publicados no Sussurros da Alma; no primeiro, fiquei trabalhando de 01h30 às 03h30, e mesmo depois de o ter concluído, não consegui “desligar” a cabeça e só fui desmaiar de sono lá pelas 5h; o segundo texto, levou mais tempo, tanto para eu decidir render-me ao labor quanto para concluí-lo, comecei a escrevê-lo às 02h30 e fui até às 06h, com o dia já clareando.

Nos dois casos as revisões dos detalhes ocorreram na tarde seguinte, ainda cansado das produtivas madrugadas. Inspiração não tem me dado trégua ultimamente, e, com isso, entrego-me à noite para permitir fluir as palavras e organizá-las no computador. Fico muito satisfeito com os resultados, com a produção, mas o cansaço tem sido cada vez maior.

Saudações literárias!
Laaf

sábado, 31 de julho de 2010

A mordida do Leão

Recentemente uma amiga autora indagou-me sobre a questão dos rendimentos obtidos com direitos autorais, especificamente quanto ao que fazer em relação ao imposto de renda, e achei que este seria um bom assunto para deixar aqui no blogue.

O Regulamento do Imposto de Renda aborda a questão dando margem para diferentes interpretações, porém, o que é fato, é que qualquer pessoa que receba rendimentos com direito autoral, seja o próprio autor, ou outrem por meio de cessão do direito, está obrigado a declarar o montante em seu imposto de renda.

Então, os colegas de pena que sonham ficar milionários com os direitos obtidos a partir da venda de seus livros, já ficam avisados que será obrigatório declarar seu rico dinheirinho. Ah, e nem adianta morar em Paraíso Fiscal, pois as remessas ao exterior também serão tributadas quando a editora responsável providenciá-las.

Por enquanto, os que ainda não ficaram ricos e famosos, também devem declarar o que receberem, não importando se os ganhos com os direitos autorais forem sobre a venda de um ou mil livros, caso o montante de rendimentos, obviamente somado aos rendimentos de outras atividades, totalizem o valor mínimo exigido pelo voraz Leão.

A questão das interpretações duvidosas, ocorre porque um dos artigos permite que o valor do direito autoral seja declarado como rendimento obtido por meio de trabalho não assalariado, e, outro artigo, que pode ser declarado como ganho de capital na alienação de bens ou direitos de qualquer natureza.

Enquanto um é tributado pela tabela progressiva, que varia entre 15% a 27,5%, permitindo as deduções cabíveis sobre o valor de imposto a ser pago, o outro é tributado em apenas 15%, no entanto, sem permitir que o montante a pagar possa sofrer deduções.

De qualquer forma, quem for declarar (e deve declarar) seus ganhos com direitos autorais no imposto de renda, aconselho procurar maiores orientações com algum profissional da área tributária, ou ao menos consultar algum contador que tenha conhecimento no assunto.

Saudações literárias!
Roberto Laaf

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Responsabilidade autoral

Há algum tempo venho pensando em escrever sobre direitos autorais para o marcador de dicas aqui no blogue, mais especificamente sobre as formas disponíveis para se registrar um original, porém, resolvi escrever antes um pouco sobre responsabilidade autoral.

Tenho observado nos últimos anos que são muito poucos aqueles que têm responsabilidade com o trabalho literário com o qual se envolvem, seja o próprio autor, na maioria dos casos, novos autores, seja o editor, ou mesmo uma editora.

O fato é que o compromisso primeiro, ao se lidar com a produção literária, deveria ser o respeito com a língua que servirá como meio para a materialização do livro proposto, livro este que será absorvido, independentemente do objetivo de cada leitor, seja para entretenimento, seja para conhecimento, na forma linguística apresentada.

A demanda por leitura cresce a cada ano, mas, infelizmente, também cresce o descaso com a observância no que toca os cuidados com a língua. Já perdi a conta de quantos livros, abaixo do aceitável, numa análise mais rigorosa, passaram por minhas mãos nos últimos anos.

Não basta ter ideias, criatividade, ou, no caso das editoras, fôlego financeiro para viabilizar publicações e distribuí-las pelo Brasil, é preciso ter mais respeito tanto com a língua que utilizam quanto com seus consumidores, e oferecerem a estes um produto mais honesto.

O mínimo que um leitor deveria esperar, ao comprar um livro, é que ele não esteja repleto de erros que, em muitos casos, em vez de expor corretamente o uso de nossa língua, endossam os equívocos gramaticais, para não ser grosseiro, com seus pomposos selos que há muito são considerados referências editoriais.

Obviamente nenhum livro está isento de conter alguns erros, uma vez que o trabalho de revisão, por mais completo que seja, algumas vezes até com revisão tripla, deixa passar alguma coisa. Contudo, fechar os olhos para isso é no mínimo absurdo. Já vi editoras que sequer se dão o trabalho de uma revisão simples, mandam para o prelo o original do jeito que lhes chega às mãos!

Os autores também têm sua cota de responsabilidade, pois deveriam ser os primeiros a questionar se o próprio material não precisa ser revisado, questionar a si mesmos, sempre, e principalmente questionar a quem se propõe a publicar-lhes o trabalho.

Sinceramente, escrever um livro e publicá-lo de qualquer maneira, sem o cuidado de oferecer aos leitores um produto decente, é, no mínimo, uma atitude irresponsável. Por mais que o trabalho não alcance a qualidade desejada, é preciso investir para que isso seja alcançado ao menos com resultados mais aceitáveis; e estar atento para que os próximos possam ser ainda melhores.

Deve-se sempre exigir a qualidade que uma obra literária merece, para que assim ela possa ser chamada. O leitor precisa se tornar mais exigente, mais crítico; o autor precisa entender que não é uma “entidade” intelectual incapaz de errar; o editor precisa ser mais comprometido com a qualidade do seu trabalho.

Em minha primeira experiência, por exemplo, com o livro Virgo – A era dos homens, fiz questão de ter todo esse cuidado com revisões, e, embora tenha sido revisado oficialmente três vezes (por insatisfação com os resultados a cada vez), e uma vez não oficial por uma amiga da área de Letras, até agora não estou feliz com o resultado, e a segunda edição que já está pronta, será enviada oportunamente para minha revisora atual, Cássia Pires, da Bramasole Editora, que eu tive a felicidade de conhecer ao longo de minha jornada como romancista.

Talvez eu esteja imaginando um mundo utópico para o atual cenário literário no país, e o importante mesmo seja ler cada vez mais, seja o que for e como for; escrever cada vez mais, sem pesquisas e de qualquer maneira; vender cada vez mais o que está “bombando” no momento, sem atrasos com detalhes “burocráticos” de revisão, copidesque e, pasmem, até diagramação decentes! Enfim, fica aí o assunto para cada um questionar a si mesmo e debater sobre o assunto.

Saudações literárias,
Roberto Laaf

domingo, 4 de julho de 2010

Acertando o passo

No início do ano, em meu post “Jornada”, comentei sobre a necessidade de mudar algumas coisas acerca do meu trabalho literário, e também sobre ajustar a trajetória de minha vida ao seu plano original, principalmente para que ela pudesse se tornar mais digna de ser vivida; comentei sobre a importância que este ano teria, mas não podia imaginar, então, o quanto ele seria desafiador ao toque de cada mudança.

Não tem sido fácil, e, em alguns momentos, parece que é uma travessia pelo fogo, mas aos poucos venho conquistando o equilíbrio necessário para que eu possa de vez em quando, com um passo atrás, acertar o rumo para continuar a caminhada.

No que diz respeito ao meu trabalho literário, uma das mudanças em meus planos para este ano tem a ver com o Sussurros da Alma. Tive de abrir mão de algo que gostaria de fazer para presentear meus leitores e seguidores: um espaço para que todos pudessem sussurrar e compartilhar uns com os outros, mas este foi um dos projetos que se mostrou maior do que eu poderia assumir, e, por isso, voltei atrás e decidi reabrir o Sussurros da Alma em seu formato original.

Saudações literárias
Roberto Laaf

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sobre o e-book

A meu ver, o e-book trouxe uma gama de benefícios que tende a ampliar os horizontes no mundo da literatura. Não colocarei a questão em termos de preferência, pois acredito que isto minimizaria a importância do novo conceito de leitura que coloca à disposição, tanto dos antigos leitores, quanto dos novos leitores, mais afins às modernidades tecnológicas, uma infinidade de obras literárias variando das mais clássicas às mais contemporâneas.

Entre os principais benefícios posso citar: a disponibilidade de informações por meio de acessos rápidos, quase que imediatamente à necessidade, não apenas do livro como um todo, mas de trechos, citações e seus personagens; o baixo custo do material para o consumidor final, ou seja, para o leitor; e, principalmente, a possibilidade de oferecer à obra, referências audiovisuais ou mesmo textuais dentro de um mesmo conjunto de informações.

É claro que, como todo e qualquer novo produto colocado no mercado, o e-book não estará livre de críticas e problemas em sua comercialização, que, para a maioria, pode ferir o que rege a ética comercial e também a questão dos direitos autorais. Mas estes são problemas que precisam ser avaliados pelas editoras que pretendem acompanhar a evolução do mercado literário, e, claro, dos autores que lhes concedem o direito de comercializar suas obras.

Enfim, a minha opinião é de que o e-book não veio para substituir o livro impresso, mas sim para fortalecer o meio literário. Aqui faço questão de colocar “meio”, e não “mercado”, pois a questão comercial dos e-books ainda precisa de amadurecimento.

Do ponto de vista de um autor, afirmo ver no e-book uma oportunidade de estender as obras literárias, que antigamente estavam disponíveis apenas na forma impressa, a um número maior de leitores. Aí, sim, entra a questão da preferência individual, em que cada leitor poderá avaliar a melhor forma de acessar o conteúdo que deseja, pesando custo e conforto.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pátria amada

Não é pelo pedaço de terra onde nasceu que ele oferece o próprio sangue, mas pelos irmãos que nele também nasceram; não é pela beleza que ele traz na pele as cores do pavilhão que ostenta orgulhoso, mas pela certeza de trazer as mesmas cores em seu coração.

O amor à pátria não surge do que ela tem a nos oferecer, mas da confiança de que juntos somos responsáveis pelo que ela pode produzir de melhor.

Roberto Laaf

terça-feira, 15 de junho de 2010

Única

Acho incrível como as pessoas entram em nossas vidas, das formas mais inesperadas possíveis, para completar os cenários dos quais participamos. Algumas, atuam como coadjuvantes, fazem parte de nosso dia a dia, outras, a maioria delas, são apenas figurantes, mas eu sempre acreditei que os melhores momentos deveriam, e devem, ser protagonizados por pessoas especiais, aquelas que se sobressaem em relação às outras talvez por uma química indefinível, que reage dentro de nós a partir de um sorriso, de um olhar, ou mesmo por meio de um simples gesto. E, entre essas, especiais, surge aquela que causa a sensação de um momento mágico, inesquecível, em que num milésimo de segundo você olha para ela e sente que o ar lhe falha dentro do peito; sente uma palpitação forte, como se a própria alma tivesse suspirado naquele instante.

Laaf

segunda-feira, 24 de maio de 2010

SkoobersRJ – O primeiro ano

Há pouco mais de um ano, o mundo seguia seu curso, acelerado, oferecendo diariamente milhares de novidades enquanto levávamos nossas vidas, de certa forma, alheios ao turbilhão de apelos que exigiam nossa atenção. Éramos, então, apenas leitores comuns, acostumados a comentar nossas leituras com um grupo limitado de pessoas.

E, naquela época, entre tantas novidades, surgiu o Skoob, a rede social voltada à literatura que em algum momento conquistaria nossa atenção e teria influência direta em nossas vidas; e, de forma surpreendente, para alguns mais cedo, para outros, um pouco mais tarde, modificou a forma como buscávamos informações sobre os livros publicados e ofereceu-nos a possibilidade de relacionamento com uma inacreditável quantidade de leitores espalhados pelo mundo.

A maioria dos leitores, acostumada a ouvir que em nosso país o governo não favorece a literatura, e que o próprio povo, por motivos diversos, não demonstra interesse ou mesmo a possibilidade de mergulhar no extraordinário universo literário, encantou-se ao descobrir por meio do Skoob que, mesmo diante de todas as dificuldades, ainda existe milhares de pessoas lendo e desejando conversar sobre suas leituras.

A surpresa e o fascínio iniciais foi o nosso primeiro presente dado pelo Skoob: deixávamos de ser apenas leitores comuns para ingressar em um novo tempo. Sentimo-nos felizes, empolgados, queríamos ler ainda mais à medida que descobríamos novos títulos, estantes das mais variadas e amizades literárias encantadoras. Evoluímos para novas formas de leitores: comprometidos, pertinazes, compulsivos.

A avidez por leitura, contudo, não foi a única característica em comum encontrada entre os leitores que se tornaram amigos por meio do Skoob, havia algo mais: a ansiedade pelo contato físico com aqueles cuja afinidade dera-se virtualmente. E, contradizendo os tempos de distanciamento que o mundo vive, não demorou a surgir a ideia de reunir os leitores formando um novo grupo de amigos, em que cada um teria a oportunidade de expandir seu próprio círculo de amizades, enriquecendo, desta forma, sua vida pessoal.

Foi assim que deixamos de ser leitores de qualquer espécie e nos tornamos skoobers, o mais completo de todos os leitores. Skoober é o leitor que transcende as páginas que lê, leva-as com sua visão a outro leitor; compartilha de bom grado suas impressões, seus livros; dispõe de seu tempo para, ao reunir-se com outros skoobers, criar felicidade; solidariza-se diante das dificuldades do próximo em momentos de dor; acredita fazer parte de algo único!

Parabéns Skoobers, pelo seu primeiro ano de vida!

O momento é oportuno para também felicitarmos um dos responsáveis pela germinação de toda essa vida, o criador da arte chamada Skoob: Lindenberg.

Quanto mais difícil de ser trabalhada a matéria-prima, mais encantador será o resultado da arte, e a maior parte da matéria-prima para a realização do Skoob é uma das mais difíceis de se trabalhar: o ser humano. Em geral, eternamente insatisfeito, exigente, instável, e diverso.

A maior conquista de um artista, não é criar, mas testemunhar a aceitação de sua criação. E, hoje, pode-se dizer que a criação de nosso querido Lindenberg foi aceita de duas formas distintas: virtualmente, com mais de 160.000 leitores cadastrados, e fisicamente, não apenas pelo marco que está sendo nosso primeiro ano de encontro como skoobers, mas pela certeza de que devido ao Skoob, outros encontros como este, em maior ou menor número, estão sendo organizados em muitos outros pontos do país.

Parabéns, Lindenberg, pelo seu aniversário, e também por sua maravilhosa criação que trouxe mais calor às nossas vidas!

ADENDO:
Com o intuito de reparar uma falta grave, faço questão de registrar aqui algo importante que não foi incluído no texto acima por negligência minha, mas deve ser lembrado por todos os skoobers: a importância da Viviane Lordello, que, além de ter participado do processo de criação do Skoob, vem sendo aquela que lhe fornece a energia necessária para manter acesa sua chama.

Parabéns a você também, Vivi, pela incrível habilidade de insuflar magia ao Skoob com sua incansável dedicação e carinho.

Roberto Laaf

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sonhos

A realização de um sonho jamais deve ser entendida como um ponto de chegada, nem tampouco um ponto de encontro com a felicidade, porque ela nada mais é, em verdade, que um belvedere de onde é possível contemplar, com a alma leve, tudo o que foi realizado até aquele momento; um descanso breve, que não tarda a ser interrompido por anseios de novos sonhos a conquistar.

Roberto Laaf

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Projetos em andamento

Há alguns dias prometi comentar aqui sobre os projetos literários que estão em andamento, então este post servirá para expor todos os projetos com os quais estou envolvido. A ideia é permitir que meus amigos e leitores possam conhecer o que está por vir e, de certa forma, justificar o porquê de eu permanecer tão ausente em alguns momentos.

Como a maioria deve saber, estou envolvido com o planejamento de publicação do livro “Horizontes – Revelações”, e este tem sido o trabalho mais difícil ultimamente. Desde que o livro ficou pronto e revisado, venho trabalhando bastante em todos os detalhes do seu lançamento.

Apesar de ser algo importante, não é sobre o lançamento de Horizontes que desejo comentar, pois este projeto já está bem encaminhado e somente o incluí aqui porque é algo que ainda consome bastante o meu tempo. Provavelmente eu aborde, no futuro, e com bastantes detalhes, como foi todo o processo de Horizontes. Agora meu desejo é comentar sobre os textos que estão em desenvolvimento.

Ao todo tenho seis projetos em andamento, ou melhor, oito projetos, sendo que dois destes projetos são bem atípicos e têm certo teor biográfico. Irei ordená-los por volume de texto criado, ou seja, daqueles que estão mais próximos de sua finalização para aqueles que ainda estão sendo trabalhados em suas fundações.

Virgo – Sobreviventes do apocalipse
A saga épica de ficção fantástica, que foi iniciada com o volume “A era dos homens” e teve minha intervenção praticamente ao longo de uma década e meia, chega ao seu último volume. Por várias razões segurei a publicação do segundo volume, “O crepúsculo dos elfos”, e continuo segurando, mas pretendo que este incômodo acabe até o final deste ano, quando terei os três volumes concluídos.

Gotas escassas
Suspense/ drama policial acerca do contrabando de sangue e seus desdobramentos na vida de um detetive novato, que se vê às voltas com a difícil tarefa de desvendar um mistério que tem fortes indícios de questões sobrenaturais. Contudo, tais indícios não são compartilhados pelas impressões de seu superior e nem tampouco pelas de sua parceira nas investigações.

A saga do escritor
Este projeto visa expor alguns pontos interessantes pelos quais todo autor iniciante passa em sua caminhada literária, tendo como diferencial uma abordagem isenta de floreios, dando ênfase, sobretudo, às faces mais feias e dolorosas do processo; tem o intuito de esclarecer e alertar sobre os obstáculos mais comuns que o iniciante encontrará pela frente. Mas não é só isso, neste trabalho, aproveitei para incluir ao final de cada capítulo a minha própria experiência, permitindo, assim, que o leitor encontre exemplos práticos de tudo o que é abordado no livro.
A motivação para escrever este livro surgiu a partir da enorme quantidade de questionamentos que recebi ao longo dos últimos dez anos e continuo recebendo. Imaginei que esta seria a melhor forma de reunir um material interessante para distribuir entre os companheiros da literatura.

Arcolades – O princípio do fim
Ficção científica que aborda a humanidade sobre uma ótica completamente distinta, tanto no tocante à sua organização sócio-política quanto em seu conceito de liberdade. Uma espécie de crise reversa, em que o conceito de ser humano, embora emerso de algo que hoje seria considerado utópico, deixa de lado sua essência em nome da sobrevivência da espécie.

Sou um menino triste – 30 anos depois
Este é, provavelmente, o único projeto que não será publicado ou distribuído, pois se trata de um trabalho particular: é o resgate do primeiro livro que escrevi, quando então tinha apenas 12 anos de idade. Estou incluindo diversas observações com a visão que tenho do mundo nos dias de hoje, trinta anos depois de tê-lo escrito. Diria que é a primeira parte de um trabalho biográfico mais longo, e nem mesmo sei se um dia este trabalho, quando estiver completo, será divulgado entre todos os meus amigos e leitores. Por enquanto, não quero desperdiçar o momento, a memória ainda fresca, e, além disso, tem sido gratificante trabalhar um pouco neste projeto a cada semana.

Confissões de um sedutor apaixonado
Romance/drama que traz o irlandês Sean Cotter ao seu Juízo Final particular, vendo-se obrigado a confessar suas histórias de amor e paixão sob coerção de uma pessoa cruel que pretende tirar a limpo e, com as próprias mãos, vingar o suicídio da irmã. Os desdobramentos do drama, no entanto, levam a uma situação em que o amor apaixonado é colocado à prova na mais inesperada das circunstâncias.

Um vampiro só meu
Bom, este livro é ao mesmo tempo um pedido e um desafio. As pessoas mais próximas sabem que não sou de aceitar sugestões, não só por conta da enorme quantidade de projetos que já estão aguardando minha dedicação, mas também pela dificuldade de personalizar um trabalho a fim de agradar a apenas um leitor. No entanto, quando a proposta foi lançada, senti-me verdadeiramente tentado a escrever este romance. O pedido veio de uma fã especial, que sempre acompanhou e admirou meu trabalho, e, devo admitir, ela soube manipular meu ego.

Horizontes – Prova de fogo
Primeiro conto/episódio da série Horizontes, que tem sua origem protagonizada por Ana Clara na trilogia “Revelações”, “Vocação” e “Processo seletivo”. Ainda não sei exatamente como farei com os dez episódios que compõem a primeira temporada, se os coloco em um único livro ou se os mantenho em brochuras separadas; tenho também a opção de lançá-los apenas em meio digital, mas ainda não decidi.

Haja fôlego! O meu objetivo é chegar ao final do ano que vem com tudo isso concluído, mesmo diante das dificuldades, que são enormes, sobretudo nas que dizem respeito a tempo. Enfim, gostaria muito de conseguir, mas não posso prometer que os projetos citados ficarão prontos até lá.

Saudações literárias!
Roberto Laaf

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Amor impossível

Viver com a impossibilidade de se realizar um amor é como caminhar solitário pelo deserto, ansiando com angústia a água que saciará nossa sede, entrementes, sem a menor esperança de encontrá-la. E, esta busca, na maioria das vezes, parece-nos inglória.

Imaginar o quão doloroso pode se tornar tal experiência leva-me a questionar a capacidade de suportá-la evitando que nos deixe profundas marcas na alma. Mas, apesar de todo o sofrimento causado por essa dor, penso que só haverá verdadeiro respeito pelo amor dentro do coração se o mantivermos batendo forte e incansável.

Eu disse que a busca “parece” inglória, porque acredito que por mais difícil, improvável e irrealizável que um amor possa parecer, enquanto vivermos, ele será potencialmente viável.

Não importa a quantidade de obstáculos no caminho, sempre existirão atalhos; não importa que pessoas se manifestem contra, pois a força de um amor genuíno é capaz de superar multidões; e, mesmo quando a própria pessoa amada é contra, não imagino satisfação maior do que aquela que será sentida quando chegar o dia de sua redenção.

Pode ser que não se viva o amor plenamente, com os anseios que consomem quem ama, a cada sonho de ter a pessoa amada mais próxima de si, mas, de certa forma, em porções incompletas, já o estaríamos vivendo a cada manhã, a cada suspiro e em cada eco do coração. E, por mais paradoxal que seja esse amor, ele não poderia estar mais protegido fora dessa absurda circunstância.

E, assim, protegido, que ele seja semente que se renova a cada dia na difícil caminhada longe da pessoa amada, e nunca, jamais, a dose de veneno que nos definharia e roubaria para sempre: o coração, a alma e a vida.

Roberto Laaf

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Crimes literários

Crimes literários

De dois crimes sou acusado por alguns dos meus leitores: matar bons personagens e escrever romances para mulheres. Bem, quanto ao primeiro crime, sou obrigado a admitir que a morte de personagens em meus romances é algo que está intrinsecamente ligado ao meu desejo de propor, sempre, o maior grau possível de similaridade com o que ocorre na vida real, seja no que diz respeito à imprevisibilidade inerente à própria vida, seja no sentido de estimular fortes emoções em meus leitores. Quanto a escrever exclusivamente para mulheres, garanto que nunca tive essa intenção.

Meu desejo mais sincero, como romancista, sempre foi o de levar aos leitores histórias cativantes que pudessem mexer com suas emoções. E, se de alguma forma é preciso definir para quem escrevo, eu diria que escrevo para pessoas sensíveis, tanto homens quanto mulheres capazes de captar diferentes tons de lilás em uma orquídea parcialmente sombreada, e não apenas dizer que a orquídea é lilás.

Acredito que as preocupações de cada autor sejam distintas, e que cada um tenha suas intenções bem definidas quando escrevem para seus leitores. Por exemplo, posso imaginar James Rollins criando consecutivas passagens com explosões, tiroteios épicos e incríveis escapadas de seus personagens, Stephen King em suas intrigantes criações de consumir o fôlego a cada capítulo lido, ou ainda, Anne Rice construindo seus vampiros com tanta propriedade que parecem mesmo existir; a minha, é expor o comportamento humano diante das variações de sentimentos a que estamos sujeitos.

Mas, voltando ao crime do qual admito ser culpado, gostaria de dizer em minha defesa que ao menos cada um dos personagens criados recebe todo o meu cuidado e carinho durante sua construção, principalmente aqueles que terão uma curta existência nas histórias.

Já vivi situações interessantes por conta da morte de um personagem ou outro, como leitor que teve spoiler em primeira mão e queria até fazer campanha para que certo personagem não morresse no livro seguinte, ou leitor querendo “me matar”, faço votos que no sentido figurado, porque certo personagem morreu na história.

Não há nada mais gratificante em meu trabalho de criar histórias do que perceber as reações do leitor, saber que mexi com seus sentimentos, que os fiz refletir de alguma forma por conta de uma passagem ou outra que teve o peso certo para envolvê-los.

Bem, para finalizar o assunto “morte de personagens”, preciso revelar que também já teve leitor pedindo por isso, inclusive, com bastante desejo: “Por que não mata aquele desgraçado de uma vez?”. E olha que nem estou me referindo a vilões!

Não obstante, esses personagens que se contrapõem àqueles que conquistam a simpatia dos leitores, são os mais difíceis de matar, porque embora causem certo ódio à maioria, acreditem, também são admirados por um grupo considerável.

Saudações literárias!
Roberto Laaf

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